O lutador de São José do Rio Preto (SP), Rafael “Coxinha” Barbosa, vive um dos momentos mais importantes de sua carreira no MMA. Aos 27 anos, ele disputará o cinturão mundial peso-leve do Pancrase contra o japonês Tatsuya Saika (14-6), atual campeão desde 2024, em sua quarta defesa de título.

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Trajetória de Rafael até a disputa pelo cinturão do Pancrase
Líder do ranking da divisão, Coxinha garantiu a vaga de desafiante com uma vitória dominante sobre o invicto Yuto Suzuki no Pancrase 355, em 27 de julho de 2025, em Tóquio. O brasileiro finalizou o rival com um triângulo de mão aos 4min31s do primeiro round.
Com cartel profissional de 16 vitórias e 5 derrotas, o representante do karatê shotokan chega embalado após superar testes duros no evento japonês, incluindo um prospecto invicto previamente. Ele já havia sido cotado para o cinturão duas vezes, mas lesões e questões de academia adiaram a chance.

Preparação em Los Angeles
Residente em Los Angeles (EUA), Coxinha intensifica os treinos ao lado de atletas de elite internacional. Na reta final para o Pancrase 361, marcado para 14 de março de 2026 em Yokohama, ele foca na fase de “treino de espírito”: sparrings duros com um russo de 77kg e pesos pesados, testando resistência física e mental.
“Agora tô numa fase que a gente treina o espírito. É desconfortável, todo dia dor, mas tem que ir pelo cinturão e pelo sonho“, declarou o atleta, que adapta estratégias para qualquer estilo de oponente, priorizando finalizações rápidas e seguras.
Estratégia contra Saika e pressão da torcida
Coxinha vê o confronto como oportunidade de “estragar a festa” em Yokohama, com torcida majoritariamente contra. Acostumado a lutar “no campo do adversário”, inclusive com o Monte Fuji ao fundo, ele planeja usar sua versatilidade (trocação, grappling e finalizações) contra o striker Saika.
“Eu enfrento o que for. Vou usar nossa malandragem, tudo começa em pé, mas terminar rápido e seguro”, afirmou, destacando adaptações de derrotas passadas para evoluir.
Recado aos fãs brasileiros
“Não vai ser o mesmo placar do futebol. Vou levar a camisa amarela pro Japão e trazer o título pro Brasil, pra Rio Preto e pra todos os fãs. Torçam por mim, energia positiva!”, convocou Coxinha, pedindo apoio contra “o Japão todo”.