Conheça a história de Isabelle “Capivarinha” de Morais, skatista de Rio Preto

Aos 13 anos, a rio-pretense Isabelle de Morais Gomes já carrega um currículo que muita gente grande inveja: campeã invicta do Circuito Paulista de Skate Street 2025 e eleita a 6ª melhor do Brasil na categoria Sub-16 em 2024. Estudante-atleta, ela é filha de Adriana Victor de Morais, 49 anos, vendedora, e ficou conhecida nas pistas como “Capivarinha do Skate”, referência carinhosa à mascote de São José do Rio Preto (SP).

O skate entrou na vida da família a partir da irmã de Isabelle, que ganhou o primeiro shape e virou parceira nas brincadeiras. A virada, porém, veio em um momento difícil: durante a pandemia, com a morte da avó por covid-19, mãe e filhas buscaram uma forma de aliviar o luto.

“Trouxe elas no Júpiter (Parque de Rio Preto), e na época estava tendo escolinha de skate pela prefeitura. Ela se interessou em fazer as aulas, eu deixei, foi muito bom pra ela, amenizou a tristeza”, conta Adriana.

Isabelle “Capivarinha” de Morais
(Foto: Divulgação)

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Do primeiro pódio ao título paulista invicto

Isabelle começou a competir cedo: o primeiro campeonato veio aos 10 anos, em 2022, já em um open feminino com atletas de até 28 anos.

Mesmo tão nova, saiu com o segundo lugar no pódio. A mãe admite que não tinha “olhar clínico” para perceber o talento da filha; quem alertou foi o professor da escolinha. “No primeiro campeonato, com as meninas grandes, ela já ficou em segundo. Ali eu vi que ela tinha talento”, lembra Adriana.

A evolução rápida se transformou em resultados. Em 2024, Isabelle garantiu o 6º lugar no Campeonato Brasileiro Sub-16 de street, consolidando-se entre as principais skatistas do país na categoria. No ano seguinte, em 2025, veio a temporada perfeita: campeã invicta do Circuito Paulista, vencendo etapas e confirmando o título estadual sem ser batida.

A jovem atleta não tem dúvida de qual a sua conquista mais especial, Isabelle responde de primeira: “O de Campeã Paulista de 2025, invicta”.

Isabelle “Capivarinha” de Morais
(Foto: Divulgação)

Estudo em primeiro lugar, skate logo atrás

Apesar da rotina de atleta, em casa a regra é clara: escola vem antes. Adriana é direta ao falar sobre conciliar estudos e esporte. “O estudo em primeiro lugar, depois o skate”. A própria Isabelle confirma a política da família: “Se eu tirar nota baixa, minha mãe proíbe o skate”.

A rotina de treinos, porém, é intensa. “Ela treina quase todos os dias, agora com treinamento de alta performance para conseguir se sair bem nos campeonatos”, explica a mãe. Isabelle complementa: o foco para 2026 é “treinar bastante, se dedicar a aprender manobras novas, porque o nível do skate feminino está subindo”.

Isabelle tem irmãs – entre elas a gêmea Isadora. No começo, todas andavam de skate, mas acabaram migrando para o futebol. Atualmente, só a “Capivarinha” segue firme nas pistas.

O apelido, o técnico e a evolução

O apelido “Capivarinha” não nasceu diretamente do símbolo de Rio Preto, mas se encaixou perfeitamente. “Quando eu ficava brava com meu antigo professor, ele falava que eu parecia uma capivarinha brava por causa da cara que eu fazia. Aí acabou pegando o apelido. E eu gosto muito, já que é um símbolo da nossa cidade”, conta Isabelle.

Hoje, a evolução técnica passa pelo trabalho com o treinador Rick Castilho, 34 anos, profissional de Educação Física e professor de skate. Ele conheceu o esporte aos 11 anos, em Urupês cidade próxima de Rio Preto.

Desde então construiu uma trajetória entre pistas, viagens e projetos sociais. “O skate tem um poder enorme de transformação, e poder levar isso para diferentes cidades é algo que me motiva muito”, afirma o professor.

Rick já acompanhava Isabelle pelas redes sociais e em campeonatos da região. Quando se mudou para Rio Preto, soube que ela estava sem treinador e desmotivada. “Desde o início eu enxergava nela um grande potencial competitivo. Começamos um trabalho de alta performance, focado em evolução técnica e preparação para campeonatos”, explica.

Os frutos vieram rápido: vagas para os Brasileiros de 2024 e 2025 e o título de campeã invicta do Circuito Paulista de 2025.Sobre a parceria, Isabelle é direta: “Depois que eu comecei a treinar com o Rick, evoluí bastante, porque ele é bem técnico nos treinamentos e nos ensinamentos das manobras”.

Isabelle “Capivarinha” de Morais
(Foto: Divulgação)

Talento, dedicação e futuro no alto rendimento

Com experiência em aulas em Urupês, Itajobi e Rio Preto, Rick diz que, no começo, dá para notar quem tem mais facilidade, equilíbrio, coordenação e confiança sobre o skate. Mas faz um alerta: “Mais importante do que o talento inicial é a dedicação, a persistência e o prazer pela prática. O skate recompensa quem continua tentando e se divertindo no processo”.

Com Isabelle, o plano é claro: manter o alto rendimento, sem perder a diversão. Para 2026, as metas passam por buscar novamente o título do Circuito Paulista, garantir mais uma vaga no Campeonato Brasileiro e marcar presença em eventos em São Paulo, onde o skate feminino ganha vitrine diante de marcas e patrocinadores.

A longo prazo, o objetivo é conquistar um patrocínio forte, que sustente a carreira da “Capivarinha” nas principais competições do país e, no futuro, em eventos internacionais. Hoje, a família ainda busca apoiadores para bancar viagens e inscrições, realidade comum a muitos talentos da base.

Sonho olímpico e marcas na mira

Quando fala de sonho, Isabelle mira alto: “Virar uma skatista profissional, ser reconhecida por alguma marca grande, e meu maior sonho é ir para uma Olimpíada”. Com o skate consolidado no programa olímpico e o crescimento do circuito feminino no Brasil, o caminho é duro, mas possível.

Enquanto isso, a adolescente de 13 anos segue a rotina de qualquer estudante: escola, tarefa, treino. A diferença é que, quando pisa na pista, a “Capivarinha” de Rio Preto já compete como gente grande, com troféus, ranking nacional, título paulista invicto e um futuro que, se depender de talento e dedicação, tende a ser tão sólido quanto o concreto das pistas em que ela aprendeu a voar.

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