Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, no sábado (7), das 8h30 às 12h, será realizado em São José do Rio Preto (SP) o 1º Grande Encontro Regional Mulheres no Tatame. O evento é gratuito.
Idealizado pela professora Ana Zangirolame, faixa preta de jiu-jitsu e especialista em autodefesa feminina, o encontro reunirá profissionais de diferentes academias da cidade e região em um aulão coletivo de defesa pessoal, além de um momento de conversa sobre segurança, representatividade e fortalecimento feminino nas artes marciais.

Faça parte do nosso grupo de ofertas no Whatsapp
Leia mais:
- Conheça a bola oficial da final do Paulistão
- Maria Eduarda conquista ouro no Curitiba Summer Internacional Open de Jiu-Jitsu
Participam desta primeira edição:
- Ana Zangirolame – Inspire Jiu-Jitsu Academy (Rio Preto)
- Dara Aprile – Carlson Gracie (Mirassol)
- Rafaela Guedes – Irmãos Fernandes Jiu-Jitsu Team (Rio Preto)
- Sarah Guiduce – Carlson Gracie (Rio Preto)
- Thalita Scaranti – Ed Ramos (Rio Preto)
A proposta do evento é promover união entre mulheres de diferentes equipes, incentivando a prática da defesa pessoal como ferramenta de autoconfiança, autonomia e prevenção à violência.
O encontro nasce como um movimento regional que busca ampliar a presença feminina no tatame e fortalecer uma rede de apoio entre atletas, iniciantes e mulheres interessadas em aprender a se defender.
Aberto a mulheres de qualquer idade, que pratiquem ou não artes marciais, o evento reforça a importância da segurança como direito e da confiança como conquista. O encontro será realizado na Inspire Jiu-Jitsu Academy, na Av. Dr. Fernando Costa, 1229, Vila Maceno, São José do Rio Preto, com participação gratuita mediante inscrição pelo formulário no link abaixo.
Motivação para criar o evento
Para além da técnica no tatame, o 1º Grande Encontro Regional Mulheres no Tatame traz uma reflexão profunda sobre o comportamento imposto às mulheres pela sociedade. Segundo a idealizadora do evento, a professora Ana Zangirolame, a principal motivação para reunir diferentes equipes e academias foi quebrar o estigma da rivalidade feminina, muitas vezes presente não só no esporte, mas na vida cotidiana.
“No ambiente de luta muito se fala de competitividade e rivalidade entre equipes. Só que, historicamente, existe um fio de rivalidade feminina arraigado na nossa sociedade. A nossa sociedade sempre prega que as pessoas têm que escolher quem é melhor. Na minha infância, eu tinha que escolher entre Xuxa e Angélica. Hoje as pessoas querem decidir entre Lady Gaga e Madonna, ou entre a Virgínia e a pesquisadora Tatiana Sampaio”, analisa a professora.
Ana usa essas comparações para ilustrar como a união de potências femininas gera resultados muito mais impactantes do que a divisão. “Imagina que lindo seria uma música entre Lady Gaga e Madonna. A Virgínia é maravilhosa onde ela está, e a pesquisadora é maravilhosa no jeito dela. São tentativas da sociedade de rivalizar mulheres, sendo que, na verdade, elas são maravilhosas unidas. Esse é o propósito primordial do encontro: mostrar que na defesa pessoal não é para ter rivalidade.”
No cenário atual de violência contra a mulher e altos índices de feminicídio, a professora defende que as artes marciais assumam um papel de rede de proteção e empoderamento, indo muito além das medalhas.
“Se as mulheres querem competir, a gente tem o espaço do campeonato. A gente vai para o regional, para o brasileiro, e lá a gente compete. Mas não existe rivalidade. Na verdade, estamos juntas construindo o mesmo propósito. Somos de equipes diferentes, cada uma na sua academia, mas estamos fazendo com que mais e mais mulheres participem de aulas de defesa pessoal e jiu-jitsu”, conclui Ana.