Aos 19 anos, Angélica Silva Nascimento Araújo, a Teka, viveu no Mundial da CBJJE 2025, no último fim de semana, o tipo de dia que marca para sempre a trajetória de um atleta.
Representando Academia Saikoo, de Araçatuba (SP), ela conquistou a medalha de ouro na categoria adulto, faixa roxa, peso pesado, em um dos palcos mais importantes do jiu-jitsu esportivo.
Para quem começou a treinar e competir ainda aos 14 anos, o título coroa um ciclo de amadurecimento técnico e emocional que vem sendo construído passo a passo dentro da academia.

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Teka venceu diversos desafios no Mundial da CBJJE
No tatame, Teka traduziu em luta tudo aquilo que repete diariamente nos treinos: disciplina, constância e confiança no próprio jogo.
A vitória na faixa roxa, em uma das divisões mais exigentes do adulto, consolida a jovem como um nome promissor da nova geração da Saikoo.
Fora dele, o momento foi vivido com intensidade. “Uma sensação que não dá pra explicar, um misto de emoções. Feliz em ter conseguido executar tudo aquilo que treino dentro da academia”, descreveu a campeã, ainda sob o impacto da conquista, ciente de que, mais do que o ouro, estava em jogo a confirmação de que seu caminho está no rumo certo.
Se a performance técnica sustentou o resultado, o lado emocional teve um personagem central: a mãe de Teka. A atleta não esconde que o primeiro impulso, depois do anúncio da vitória, foi dividir o momento com ela.
“Conversei sim, primeiro contato que tive após a luta foi com ela, a pessoa que mais me incentiva nesse meio do esporte”, contou. A presença, mesmo que virtual, e o apoio da família, em especial da mãe, ajudam a explicar a maturidade da jovem em competições de alto nível e servem de combustível para enfrentar a rotina de treinos, viagens e ansiedade pré-luta.
O maior sonho da atleta é competir fora do Brasil, com um desejo declarado: lutar em eventos internacionais, principalmente em Abu Dhabi, um dos principais polos mundiais do jiu-jitsu.