Brasil vence Colômbia nos pênaltis e conquista a América pela 9ª vez

Brasil vence Colômbia nos pênaltis e conquista a Copa América pela 9ª vez. A partida foi disputada neste sábado (02/08), em Quito, no Equador.

A final apresentou golaços, alternância de placares, prorrogação, pênaltis e um desfecho habitual: Seleção Brasileira campeã, com a primeira conquista de Arthur Elias no comando. Além disso, Marta foi eleita a melhor jogadora do torneio e Amanda Gutierres terminou como artilheira.

Em um jogo histórico, a Seleção Brasileira venceu a Colômbia nos pênaltis por 4 a 3 e conquistou a Copa América pela 9ª vez. O que se viu no campo do Rodrigo Paz Delgado evidenciou, sobretudo, as razões pelas quais esta é a maior rivalidade do futebol feminino sul-americano: houve um empate em 4 a 4 e duas seleções que pareciam se recusar a perder.

Brasil Colômbia Copa América
(Foto: Lívia Villas Boas/CBF)

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Entre as heroínas da conquista brasileira — esta sendo a primeira de Arthur Elias pela Seleção — destacaram-se Marta, autora de dois gols na final e melhor jogadora do torneio, e Lorena, responsável por defender dois pênaltis, simbolizando respectivamente o poderio ofensivo e a solidez defensiva que sustentam a hegemonia do Brasil. Além delas, Amanda Gutierres, artilheira da competição, e Angelina também marcaram gols no tempo regulamentar.

Não por acaso, a Copa América de 2025 teve em sua final a reedição daquela de 2022: Brasil e Colômbia permanecem há algum tempo em um patamar acima das demais rivais sul-americanas.

Aliás, a rivalidade já havia dado as caras no empate sem gols que encerrara a fase de grupos. Não demorou para que ela reaparecesse na decisão, que se iniciou em ritmo tão acelerado quanto a altitude de Quito.

Logo no início da partida, as duas seleções alternavam momentos de superioridade, criando chances de ambos os lados. Entretanto, quem chegou primeiro ao gol foi a Colômbia.

O Brasil estava no ataque e, quando a árbitra deixou de marcar uma falta clara em Kerolin, a bola ficou livre para o contra-ataque colombiano. Assim, o time lançou na área, e a bola sobrou para Izquierdo, que passou para Ramírez e, em seguida, para Caicedo concluir e abrir o placar.

Com 1 a 0 no placar, as colombianas passaram a adotar expedientes de provocações e entradas mais duras contra as brasileiras. Diante disso, Arthur Elias não esperou o intervalo para realizar mudanças: Isa Haas entrou no lugar de Fê Palermo e Amanda Gutierres na vaga de Dudinha, a fim de dar mais experiência e pegada à equipe.

Aos poucos, o Brasil retomou o controle do jogo e passou a dominar as ações ofensivas. Até que, em uma disputa de bola na área colombiana, Gio e Carabalí caíram juntas. Em seguida, a colombiana descontrolou-se e desferiu uma cabeçada no rosto da camisa 11 da Seleção.

A árbitra foi chamada ao VAR, onde confirmou a penalidade — mas não enxergou a agressão — e puniu a colombiana apenas com o cartão amarelo. Na cobrança, a capitã Angelina, calmamente, bateu no ângulo de Tapia e igualou o marcador.

Segundo Tempo

A Seleção quase virou o placar logo no primeiro lance do segundo tempo, com Gio. O Brasil tinha o controle do jogo quando, em uma bola dominada na defesa, Tarciane tentou um recuo justamente quando Lorena saía do gol. O toque acabou enganando a goleira e entrou contra a própria meta.

Apesar do erro, sem tempo para se abater, o Brasil se reequilibrou e rapidamente voltou ao ataque. Com a referência na área, Gio cruzou pela direita e encontrou Amanda Gutierres.

Como uma autêntica camisa 9, ela dominou no peito e deixou a bola à feição para bater cruzado, empatando novamente — um golaço da centroavante.

Entretanto, a Colômbia respondeu imediatamente. No meio de campo, Ramírez tocou de calcanhar para Caicedo, que partiu em direção ao ataque tendo apenas Isa Haas à sua frente.

Ela gingou e, no momento certo, devolveu para Ramírez, que bateu na saída de Lorena, colocando a Colômbia de novo à frente aos 44 minutos do segundo tempo.

O sabor da primeira vitória sobre a Seleção e a chance da primeira conquista continental já estava próximo das colombianas, que recorriam à cera sempre que podiam, ansiosas pelo apito final.

Apesar disso, aos 51 minutos, em um lance mal afastado pela defesa, a bola procurou a maior de todas: Marta, que bateu de primeira, de fora da área, acertando o ângulo de Tapia. Assim, marcou um dos mais belos gols de sua carreira, levando a decisão para a prorrogação.

Prorrogação

À medida que o tempo passava, o cansaço exigia ainda mais controle emocional das jogadoras. Percebendo a diminuição de energia das colombianas, o Brasil passou a ditar o ritmo da prorrogação e manteve a calma para encontrar espaços, demonstrando muita inteligência.

Em uma das jogadas, Angelina lançou Marta na área que, ao notar que não conseguiria cabecear, ajustou o corpo e empurrou a bola para o gol com o pé direito, surpreendendo Tapia.

Foi a primeira vez na partida que o Brasil esteve à frente no placar. Todavia, a Colômbia não se rendeu. Caicedo ainda teve um contra-ataque interrompido por falta de Isa Haas.

Na cobrança, Leicy Santos manteve a frieza e bateu com categoria no ângulo, sem chances para Lorena. Com isso, a decisão foi para os pênaltis.

Pênaltis e estrela de Marta

A disputa de pênaltis foi tão emocionante quanto o restante da partida. Inicialmente, Tarciane cobrou e colocou o Brasil na frente, porém Usme empatou.

Na segunda rodada, Tapia defendeu a cobrança de Angelina enquanto Restrepo virou para a Colômbia. Amanda Gutierres converteu sua cobrança e Paví desperdiçou, empatando em 2 a 2.

Na sequência, Mariza colocou o Brasil na frente novamente, abrindo o caminho para o brilho de Lorena, que defendeu a penalidade de Leicy Santos. Marta teve a chance de fechar o jogo, mas Tapia defendeu; Caicedo empatou para a Colômbia logo depois.

No início das cobranças alternadas, Jhonson e Bonilla converteram. Em seguida, Luany fez para o Brasil e Lorena selou a conquista defendendo o pênalti de Carabalí — garantindo, assim, a nona Copa América do Brasil.

Brasil Colômbia Copa América
(Foto: Lívia Villas Boas/CBF)

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