Aos 35 anos, a rio-pretense Janaina Fernanda Tamanini, mais conhecida como Nina Tamanini, se prepara para viver mais um capítulo importante da sua trajetória nos esportes de força: a participação no Arnold Sports Festival South America, um dos maiores eventos multiesportivos do continente.
O campeonato será disputado em São Paulo, de 24 a 26 de abril, no Expo Center Norte. O evento reúne atletas dos esportes de força, bodybuilders e lutadores.
Educadora física, Nina construiu uma carreira que não começou no powerlifting, mas nas pistas de corrida de rua, até descobrir o talento para levantar cargas pesadas.
Antes de entrar no universo do levantamento de peso, ela passou cerca de quatro anos dedicados às corridas, disputando provas em São José do Rio Preto e região, sempre figurando entre os destaques e subindo ao pódio em diversas oportunidades.
O cenário começou a mudar dentro da academia, quando o treinador Valdecer Galdino (Val), referência nas equipes de força da cidade, percebeu o potencial da atleta durante um treino de musculação e fez o convite para que ela conhecesse o powerlifting de perto.
Sem sequer praticar levantamento terra na época, Nina aceitou o desafio, foi assistir a um campeonato, começou a treinar especificamente para as provas de força e não parou mais. O que era curiosidade virou rotina, e a rotina virou alto rendimento.

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Títulos no Brasil, no continente e no mundo
Desde que migrou para o powerlifting e para as provas de single lift (competições de um único movimento, como levantamento terra ou apenas supino), Nina coleciona conquistas relevantes em diferentes níveis.
Entre os principais resultados que já carrega na carreira, estão:
- Vice-campeã pan-americana de powerlifting
- Campeã brasileira
- Campeã paulista
- Campeã dos Jogos Abertos
- Vice-campeã dos Jogos Abertos
- Diversos títulos em copas regionais, como competições em São José do Rio Preto e Votuporanga
Em 2025, um dos pontos altos foi o título no Arnold Classic, consolidando seu nome entre as grandes atletas da modalidade, e a vice-campeã mundial em Balneário Camboriú, resultado que a colocou de vez no radar internacional do esporte de força.
Esses desempenhos credenciam o currículo da atleta para que ela chegue atraindo mais holofotes na edição deste ano do Arnold Sports Festival South America.

Rotina puxada: trabalho em academia e treino de alto rendimento
Conciliar carreira profissional e esporte de alto nível é um desafio constante na vida de Nina. Educadora física, ela passa o dia inteiro dentro da academia, atendendo alunos e acompanhando treinos, e ainda precisa encaixar as próprias sessões de preparação.
Segundo ela, a agenda é corrida, mas organizada: existe uma planilha semanal de treinamento que precisa ser cumprida, com períodos específicos para os treinos de força, recuperação e ajustes técnicos. O fato de trabalhar no mesmo ambiente em que treina ajuda na logística, mas exige disciplina extra para não deixar o cansaço comprometer a qualidade da preparação.
O grande objetivo é no levantamento terra
Mesmo sendo uma atleta completa nas provas de força, ela tem um desejo muito claro quando fala de futuro dentro da modalidade: ser recordista de levantamento terra na sua categoria. Esse é o grande sonho que guia suas metas.
O levantamento terra, movimento em que a barra é puxada do solo até a altura dos quadris, é uma das provas mais emblemáticas do powerlifting e exige força, técnica e estabilidade mental. Ser recordista nessa prova significa marcar o nome na história da modalidade e se consolidar como referência absoluta no segmento em que compete.
Preparação para o Arnold: novidades, foco total e aquele frio na barriga
Sobre a preparação para o Arnold Sports Festival South America, Nina define de forma direta: está “fluindo bem” e vem acompanhada de novidades para este ano. Ela destaca que está 100% dedicada para alcançar o objetivo traçado para a competição, ajustando cada detalhe físico e técnico para chegar no evento no auge da performance.
Mesmo acostumada a grandes palcos, a atleta admite que a ansiedade ainda faz parte do processo e, de certa forma, é bem-vinda.
Ela lembra que no ano passado ficou bastante nervosa na proximidade da competição e que, embora neste momento ainda esteja tranquila, sabe que o “frio na barriga” aumenta conforme o campeonato se aproxima. Para a levantadora de peso, essa sensação é quase um combustível: prova de que, depois de tantas conquistas, o esporte de força ainda mexe com o coração e a cabeça como se fosse a primeira vez.
