O fisiculturista brasileiro Ramon Dino fez história ao conquistar, na madrugada de domingo (12), o título da categoria Classic Physique no Mr. Olympia 2025, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
Conhecido como o “Dinossauro Acreano”, Dino tornou-se o primeiro homem brasileiro a levar o título nessa prestigiada divisão, encerrando o domínio do canadense Chris Bumstead, aposentado desde o fim do ano passado.
A conquista ineditada coroou uma trajetória marcada por pequenas frustrações e grande superação: Ramon havia sido vice-campeão em 2022 e 2023, e terminou em quarto lugar na última edição em 2024, antes de finalmente alcançar o topo do pódio em 2025.
Durante o evento, que reúne os maiores nomes do fisiculturismo mundial, Dino impressionou os jurados com físico extremamente definido e uma apresentação carismática, recebendo aplausos e destaque em todos os momentos de sua performance.
Com a vitória, Ramon Dino também levou para casa o prêmio em dinheiro no valor de 100 mil dólares, valor aproximado de R$ 552 mil na cotação atual, mostrando o reconhecimento da comunidade internacional pelo feito histórico.

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Conheça um pouco da história do Mr. Olympia
O Mr. Olympia é o campeonato mais importante do planeta na modalidade, reunindo atletas em diversas categorias e sendo referência máxima para quem está no topo do esporte.
Este título confirma Ramon Dino como um dos maiores nomes do fisiculturismo brasileiro e mundial, elevando o Brasil a um novo patamar na Classic Physique e inspirando uma nova geração de atletas da modalidade.
Veja como foi o julgamento de Ramon Dino no Mr. Olympia
Além de vencer a categoria Classic Physique no Mr. Olympia 2025, Ramon Dino foi avaliado por uma série de critérios rigorosos que definem a beleza, equilíbrio e performance no fisiculturismo.
A Classic Physique valoriza o físico inspirado na “Era de Ouro” do esporte, buscando harmonia, simetria e proporções equilibradas entre membros superiores e inferiores, com foco na elegância e apresentação.
Os atletas competem respeitando limites de peso proporcionais à altura para evitar volumes exagerados, e são julgados não só pela massa muscular, mas também pelo condicionamento, definição, linhas musculares e presença de palco.
As poses obrigatórias na categoria resgatam posições clássicas dos anos 1970 e 1980, exigindo dos competidores fluidez na execução e elegância que transmitam a estética clássica do fisiculturismo.
A avaliação final resulta da soma de notas de cinco jurados, que consideram o equilíbrio global da apresentação, definição física e comportamento no palco para escolher o campeão.
Dessa forma, o título conquistado por Ramon Dino expressa não apenas um físico impressionante, mas também uma combinação refinada de simetria, técnica e carisma perante os melhores do mundo.