A triatleta Marilza Saldanha, da Briani Assessoria Esportiva, de São José do Rio Preto (SP), disputa neste sábado, dia 10 de outubro, o Campeonato Mundial de Ironman, em Kailua-Kona, no Havaí.
Ela compete na categoria feminina de 60 a 64 anos e enfrentará 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42,2 quilômetros de corrida. Será o 15º Ironman da carreira de Marilza e sua quarta participação na prova realizada na ilha havaiana, considerada o principal palco da modalidade no mundo.
A competição reúne mais de 2,3 mil atletas de 83 países e territórios, entre profissionais e competidores classificados nas categorias por idade.

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Marilza chegou ao Havaí no domingo (4) e aproveita os dias anteriores à largada para se adaptar ao fuso horário, ao calor e às condições da ilha. A diferença em relação ao horário de Brasília é de sete horas. Mesmo na reta final, a rio-pretense mantém treinos leves de natação, corrida e ciclismo para conservar o corpo ativo.
“Treinei muito e estou muito animada para fazer essa prova. Meu grande objetivo do primeiro semestre foi o Ironman Brasil, em Florianópolis, onde conquistei a vaga. O grande objetivo do segundo semestre é esta prova no Havaí”, afirma Marilza.

A atleta sabe que a experiência acumulada em provas de longa distância será importante, mas não elimina as dificuldades impostas pelo percurso. Calor, umidade e vento forte estão entre os fatores que costumam exigir ainda mais dos competidores em Kona. “É uma prova completamente diferente. Embora eu já tenha feito essa distância várias vezes, as condições climáticas da ilha minam as energias do atleta. Sei que será um dia longo, mas confio no meu treinamento e estou muito animada”, diz.
A vaga para o Mundial foi conquistada em maio, quando Marilza venceu a categoria feminina de 60 a 64 anos no Ironman Brasil, em Florianópolis. Ela completou os 226 quilômetros em 11h06min39s. A preparação para o Havaí foi conduzida pelo treinador Alex Briani. Para a rio-pretense, voltar a Kona representa a oportunidade de competir ao lado de algumas das melhores atletas do mundo nas categorias amadoras.
“É maravilhoso estar entre as melhores atletas do mundo. Cada uma tem seu objetivo, mas todas conquistaram a vaga para estar aqui. É uma prova icônica, que todo triatleta de endurance deveria experimentar um dia, porque muda a nossa percepção sobre o esporte”, afirma.
Marilza também destacou o apoio recebido para conseguir viajar e representar o Brasil. A atleta promoveu uma ação entre amigos e contou com a colaboração de empresas, patrocinadores e apoiadores para custear a participação. “Quero deixar um agradecimento especial a cada pessoa e a cada patrocinador que contribuiu. É muito caro estar aqui e, sem essa ajuda, eu não conseguiria representar o Brasil. Estou no Havaí por causa de todas as pessoas que me ajudaram e me impulsionaram. Estou muito feliz e só tenho a agradecer”.


