A lesão de Neymar acendeu o alerta na Seleção Brasileira de Futebol às vésperas da estreia na Copa do Mundo de 2026. O atacante foi diagnosticado com uma lesão muscular grau 2 na panturrilha direita e está fora dos amistosos preparatórios contra Panamá e Egito. A situação também coloca em dúvida sua presença na estreia do Brasil no Mundial, diante do Marrocos, no dia 13 de junho.
A confirmação da lesão foi feita pelo médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, após exames realizados na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Segundo o departamento médico, o prazo estimado de recuperação varia entre duas e três semanas.
Apesar da gravidade moderada da lesão, a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti decidiu, ao menos neste primeiro momento, manter Neymar entre os convocados. Internamente, a CBF trabalha com a expectativa de recuperação do camisa 10 ainda durante a fase de grupos da Copa.
Nos bastidores da Seleção, Neymar terá cerca de 15 dias para demonstrar evolução clínica suficiente para permanecer no elenco. O prazo limite para uma eventual substituição na lista final termina em 12 de junho, um dia antes da estreia brasileira no Mundial.

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Lesão foi negada pelo Santos
A situação, no entanto, gera desconforto dentro da comissão técnica. Desde que assumiu a Seleção Brasileira, Ancelotti vinha defendendo publicamente a convocação apenas de jogadores em plenas condições físicas. A presença de Neymar na lista final, mesmo convivendo com problemas físicos recorrentes nas últimas temporadas, já havia provocado debates nos bastidores esportivos.
Além disso, o jogador atuou contra o Coritiba, pelo Campeonato brasileiro, no dia 17 de maio. Segundo o Santos, Neymar estaria com um edema na panturilha, algo muito menos preocupante que a lesão diagnosticada na Seleção.
Nos últimos anos, o atacante acumulou diversas lesões importantes, principalmente desde sua passagem pelo futebol europeu. O histórico físico passou a ser acompanhado com cautela pela comissão técnica brasileira, especialmente em uma competição de tiro curto como a Copa do Mundo.
A tendência, neste momento, é que Neymar fique fora da estreia e tenha a recuperação monitorada diariamente pelo departamento médico da Seleção. Caso não apresente evolução satisfatória nos próximos dias, a possibilidade de corte antes do início da competição é considerada real.
Enquanto aguarda uma definição sobre o principal nome da equipe, Ancelotti também trabalha alternativas ofensivas para o início da campanha brasileira no Mundial. A ausência do camisa 10 pode abrir espaço para mudanças no sistema ofensivo e maior protagonismo de jogadores mais jovens durante os primeiros compromissos da Seleção na competição.